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junho 29, 2004
Inquietações, ii (act.)
Não era meu propósito dedicar aqui muito tempo à questão política actualmente em discussão, mas parece-me importante esclarecer agora alguns aspectos da posição que assumi a esse respeito.
Olhando a questão do ponto de vista constitucional, uma de duas hipóteses é viável: ou se avança para a indigitação de um novo primeiro-ministro, numa solução de continuidade, ou se dissolve o Parlamento, convocando-se eleições antecipadas. Em ambas se observa a Constituição. São, por isso, ambas legítimas? Em abstracto, sim. No caso concreto, penso que não.
Numa situação óptima, deve indigitar-se um novo primeiro-ministro, escolhido de entre os membros do Governo ou deputados eleitos, do partido mais votado. Não considero sequer como séria a hipótese de se indicar alguém que não preencha um destes requisitos.
No actual contexto, verifica-se que Durão Barroso, longe de ser um primeiro-ministro brilhante, é quem ainda põe alguma ordem na casa. O mesmo é dizer, no Governo débil e agastado que temos.
Não obstante a forma do sistema que está, na essência, e como aqui é dito, os portugueses votam em personalidades e são essas personalidades que legitimam por meio do voto.
Saindo Durão Barroso, não só se alteram os pressupostos que legitimam o actual Governo como se não vislumbra quem possa ocupar o lugar de primeiro-ministro, garantindo simultaneamente a necessária estabilidade. Pelo que se tem lido e ouvido nos órgãos de comunicação social, não há consenso, nem dentro do Executivo nem dentro do PSD. E por aí, ainda que sem saber quem será, ou seria, indigitado para primeiro-ministro, o que se anuncia é uma verdadeira ruptura e mudança de Governo. À qual se não pode reconhecer legitimidade política.
Por fim, nas circunstâncias presentes, parece-me que qualquer Governo saído de uma solução de continuidade mais não será que um Governo a prazo, incapaz de garantir a segurança governativa e a indispensável estabilidade política e social que o momento reclama.
A realização de eleições antecipadas não é causa de inconstância nem compromete o regular funcionamento das instituições. Ao contrário.
O mecanismo eleitoral é garante democrático e opera como tal. Antecipadas sim!
Post Scriptum - destaque para a Carta Aberta ao Presidente da República, de Diogo Freitas do Amaral, na edição de hoje do Público. Act. 7:55 a.m..
Publicado por blond girl às junho 29, 2004 02:01 AM
Comentários
Clap, clap, clap... (escusavas era de te gabar das horas da actualização...tss...tsss)
Publicado por: Puto Paradoxo em junho 29, 2004 11:16 AM
Ah!ah!ah!ah!ah!
Publicado por: blond girl em junho 29, 2004 12:53 PM
Pronto...pronto...não és borderline...era só um teste fajuto...pronto...
Publicado por: Puto Paradoxo em junho 29, 2004 12:57 PM
Com estas mudanças constantes de linha editorial do blogue, em que me sinto irremediavelmente compelida a falar de coisas sérias, começo a achar que sou esquizo... :)
Publicado por: blond girl em junho 29, 2004 01:01 PM
ó loura, tu não digas isso que não sabes a alegria que me dás....assim já tinha alguém com quem começar a Associação...mas... já agora, Esquizo-ide ou Esquizo-typal?
Publicado por: Puto Paradoxo em junho 29, 2004 01:13 PM
Ainda que prefira Esquizoide (sem hífen), o importante é arranjar-se um grande número de associados, para animar a coisa. :)
Publicado por: blond girl em junho 29, 2004 01:28 PM
É só para não seres igual a mim não é? Vaidosa! Mas essa ideia não é má.... já estou a imaginar as festas de arromba!
Publicado por: Puto Paradoxo em junho 29, 2004 01:58 PM
Uma loucura, digo-te!
Publicado por: blond girl em junho 29, 2004 04:12 PM
errr....loucura não é uma palavra que vamos querer utilizar, tá....não me parece que os membros da Associação sejam lou...sdjflkfklnefasf.a sd.mwl mqçlw... Freedom!!!!
Publicado por: Puto Paradoxo (?) em junho 29, 2004 05:27 PM
aaahh... pois... ok...
Publicado por: blond girl em junho 29, 2004 05:30 PM