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janeiro 26, 2005

Guardador de son(h)os

Se é dura a batalha
E me quebra a asa
E o vento segreda
Da morte um aviso

Tenho um anjo
Lá em casa
Que me aguarda
Com um sorriso

Se o corpo se esgota
De tanta moinha
E repouso busca
Ao mortal quebranto

Tenho um anjo
Pela tardinha
Que me embala
Com seu canto

Se no sonho tombo
E minha alma ensombro
Com a visão da morte
A ceifar o trigo

Tenho um anjo
No meu ombro
Que me ampara
Quando há perigo

[Anjos Marotos, Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes, Mão Morta]

Publicado por blond girl às janeiro 26, 2005 07:05 AM

Comentários

Lindo, não conhecia, fez-me lembrar a letra do Rui Veloso:

(...)
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
(...)

Publicado por: Marion em janeiro 26, 2005 03:19 PM